
NOVIDADES DA SEMANA: Plantão da Expedição – Edição nº 83 – Parte 3 (26.06.2026): Curso “O novo sujeito coletivo no Brasil – Governança de Populações em Três Tempos do Capitalismo no Brasil“ – Aula 4: “A Transição da Era Vargas ao Neo-Liberalismo“▶️
- 03.07.2026:
Aula 4: “Capitalismo no Brasil – A Transição da Era Vargas ao Neo-Liberalismo“, do Curso “O novo sujeito coletivo no Brasil – Governança de Populações em Três Tempos do Capitalismo no Brasil“,- com o Professor Marcio Pochmann (IE Unicamp / IBGE).
“Como a evolução do Capitalismo no Brasil moldou a nossa estrutura social e econômica entre as décadas de 1930 e 1980? Neste vídeo, o economista Marcio Pochmann analisa as grandes inflexões históricas que transformaram o país de uma sociedade agrário-exportadora atrasada em uma complexa sociedade urbano-industrial assalariada. Na quarta aula do minicurso, debate-se a transição estrutural do capitalismo brasileiro sob a ótica da governança da população e da construção do Estado nacional desenvolvimentista. A análise parte do esgotamento da República Velha — período em que a questão social era tratada como ‘caso de polícia’ e o direito ao voto não alcançava 5% da população devido ao corte censitário e ao analfabetismo — para a emergência da Revolução de 1930. Amparado na formulação teórica de Florestan Fernandes, o movimento de 1930 é caracterizado como uma ‘contra-revolução preventiva’ , operada pelas elites para absorver as pressões populares antes que ocorresse uma ruptura sistêmica. A reorganização do Estado brasileiro estruturou-se em quatro pilares fundamentais:
O reposicionamento do Brasil na divisão internacional do trabalho, abandonando o padrão libra-ouro e aproximando-se da órbita do dólar norte-americano.
A realização de uma auditoria profunda da dívida externa entre 1931 e 1933, que identificou irregularidades em cerca de 40% dos contratos.
A centralização cambial monopolizada pelo Banco do Brasil.
Uma reforma tributária e administrativa de viés progressivo, que reduziu a dependência dos impostos de importação e instituiu a taxação sobre a renda e o consumo , além de fundar as bases burocráticas modernas através do DASP e do IBGE. A pesquisa demonstra, por meio de dados censitários comparados de 1940 e 1980, o forte processo de estruturação do mercado de trabalho. Enquanto a ocupação geral cresceu 2,6% ao ano , o emprego assalariado formal saltou a uma taxa média de 6,2% ao ano , fazendo com que o emprego com carteira assinada passasse de 12% para quase 50% das ocupações totais. Esse avanço institucional consolidou uma verdadeira ‘sociedade salarial’ urbana, acompanhada por uma expressiva elevação da expectativa média de vida, que passou de menos de 34 anos na década de 1930 para mais de 60 anos no início dos anos 1980. Contudo, aponta-se que essa modernização capitalista tendeu ao conservadorismo por postergar reformas estruturais clássicas: a reforma agrária, a tributação sobre grandes lucros e a universalização real da proteção social (visto que o acesso à saúde e à previdência permaneceu atrelado ao registro formal em carteira). O debate recupera a teoria dos circuitos econômicos urbanos de Milton Santos para ilustrar a coexistência de um circuito superior industrializado e um circuito inferior de subsistência. Esse cenário marginalizou as periferias e pavimentou o terreno para o ressurgimento de contradições sociais profundas, as quais culminaram na reconfiguração das resistências populares a partir do final dos anos 1970, englobando o novo sindicalismo, o movimento estudantil e as organizações de base comunitária.”
- 26.06.2026: 🎬 Na Aula 3 do Curso “O Novo Sujeito Coletivo no Brasil“, coordenado pelo professor Márcio Pochmann, compartilhada do Canal Instituto de Economia da Unicamp, explora-se a formação da Sociedade Agrária e Novo Sujeito Coletivo no Brasil, analisando-se as tensões entre o trabalho escravo e a emergência da população livre marginalizada.
“A transição brasileira para a modernidade é marcada por uma ‘contrarrevolução preventiva’. Ao contrário do que ocorreu no Norte Global, onde reformas agrárias ajudaram a estruturar a sociedade salarial, o Brasil consolidou o poder dos latifundiários através da Lei de Terras de 1850, bloqueando o acesso da população pobre e ex-escravizada à propriedade.
Neste encontro, o debate centra-se no conceito de ‘Agregado Social’ no século XIX — homens e mulheres livres que viviam à margem da relação proprietário-escravo — e na subsequente formação da ‘Massa Inorgânica’ durante a República Velha. Utilizando as lentes teóricas de Caio Prado Júnior, discutimos como o capitalismo nascente no Brasil foi incapaz de absorver organicamente essa população sobrante, empurrando-a para formas alternativas de organização social e política.
O vídeo detalha os movimentos de resistência que surgiram desse ‘sobro’:
Messianismo e Fanatismo Religioso: A Guerra de Canudos, o Contestado e a liderança do Padre Cícero como respostas espirituais e coletivas à exclusão social e à fome.
Banditismo Social: O Cangaço no Nordeste e o Banditismo Caipira em São Paulo, vistos simultaneamente como criminalidade pelas elites e como ‘justicialismo’ pelas massas desassistidas.”
- 19.06.2026 : 🎬Reprodução do Curso “O Novo Sujeito Coletivo no Brasil” – Aula 2: “Governança de Populações em Três Tempos do Capitalismo no Brasil: Capitalismo Digital vs. Idade Média – O Novo Obscurantismo Algorítmico“, apresentado no Canal Instituto de Economia da Unicamp (YouTube), no mês de maio passado, sob a coordenação do professor Márcio Pochmann, cujas aulas giram em torno do livro do professor Márcio, intitulado Novo sujeito coletivo: a governança de populações em três tempos do capitalismo no Brasil:
👨🏼🏫👨🏽🔬Na segunda aula, o Professor Marcio Pochmann (IE Unicamp / IBGE) apresenta uma análise histórica da QUESTÃO SOCIAL. Da Idade Axial ao TECNO- FEUDALISMO digital, a aula traça o fio condutor entre a monopolização do conhecimento pela Igreja Católica medieval e a concentração de dados pelas corporações transnacionais no século XXI.
- 12.06.2026: 🎬Reprodução do Curso “O Novo Sujeito Coletivo no Brasil” – Aula 1: “As Transformações do Século XXI”, apresentado no Canal Instituto de Economia da Unicamp (YouTube), no mês de maio passado, sob a coordenação do professor Márcio Pochmann, cujas aulas giram em torno do livro do professor Márcio, intitulado Novo sujeito coletivo: a governança de populações em três tempos do capitalismo no Brasil:
👨🏼🏫👨🏽🔬Na primeira aula, são dissecados a emergência do novo sujeito coletivo e as raízes da precariedade no capitalismo periférico, a saber:
✅A reconfiguração e novas formas do trabalho, a fragmentação da classe trabalhadora e a Reforma Trabalhista de 2017, com Adriana Marculino (Diretora Técnica do DIEESE);
✅A evolução social e as transformações no meio rural, no contexto da digitalização e da dependência tecnológica no campo, com Rolf Hackbart (Economista e ex-presidente do INCRA);
✅ O capitalismo contemporâneo e a multidão de sobrantes, com Marilane Teixeira (Doutora em Economia e pesquisadora; e
✅A herança colonial, escravismo e o pacto conservador, com Eder Luiz (Historiador).
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- 29.05.2026: 🆕 Seção Principal — Artigos Expositivos da Bibliografia Econômica de Karl Marx: a crítica do modo de produção capitalista – Autor: Rui Eduardo Pamplona (Editor do Blog) – 🎧 Audiotexto inédito‼️
- 17.04.2026: Seção Principal — Artigos Expositivos da Bibliografia Econômica de Karl Marx: a crítica do modo de produção capitalista – Autor: Rui Eduardo Pamplona (Editor do Blog) – Versão em texto 📖


